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Terras de Bouro investe 1,7 milhões de euros nas casas florestais do Parque Nacional da Peneda-Gerês

Homem e mulher analisam planta da casa de pedra em zona rural com capacete de obra e montanhas ao fundo.
Neste artigo
  1. Reabilitação das casas florestais no Parque Nacional da Peneda-Gerês
  2. Centros interpretativos da cabra montês, Vezeira e água
  3. Protocolo com ICNF
  4. Apoio a caminheiros, peregrinos e associações locais
  5. Saber mais

O investimento previsto é de 1,7 milhões de euros e destina-se a colocar edifícios ao serviço do turismo, da cultura e da proteção civil. Estão previstos centros interpretativos e estruturas de apoio.

Reabilitação das casas florestais no Parque Nacional da Peneda-Gerês

A Câmara Municipal de Terras de Bouro vai candidatar-se a fundos comunitários para reabilitar várias casas florestais situadas no Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG). A intervenção, estimada em cerca de 1,7 milhões de euros, pretende recuperar imóveis atualmente degradados, atribuindo-lhes novas utilizações em benefício da comunidade, do turismo e da conservação da natureza.

Em declarações ao JN, o presidente da autarquia, Manuel Tibo, explicou que os projetos para estas intervenções preveem a preservação das fachadas, salvaguardando o património existente. Em simultâneo, os edifícios serão adaptados a diferentes finalidades, incluindo centros interpretativos temáticos e espaços de apoio para caminheiros, peregrinos, associações locais e entidades de proteção civil.

Centros interpretativos da cabra montês, Vezeira e água

Entre as intervenções prioritárias a candidatar ao Portugal 2030 está a casa florestal da Ermida, em Vilar da Veiga. O município pretende instalar neste espaço um centro interpretativo dedicado à cabra montês, espécie emblemática do PNPG e símbolo presente no brasão municipal. "O projeto da cabra montês é muito importante, porque é um dos maiores símbolos de Terras de Bouro e está intimamente ligado ao seu habitat natural, em pleno Parque Nacional", destacou Manuel Tibo.

O imóvel deverá ainda dar apoio aos sapadores florestais, aos vigilantes da natureza e aos restantes agentes de proteção civil, proporcionando melhores condições para a vigilância, a prevenção e a conservação da natureza.

Por sua vez, a casa florestal da Pedra Bela será transformada, devido à sua localização privilegiada, num centro interpretativo da Vezeira, uma tradição ancestral associada à pastorícia de montanha. A casa florestal de Leonte deverá receber uma exposição permanente sobre a água, além de disponibilizar informações sobre turismo de bem-estar e termal, no âmbito do plano da Reserva Mundial da Biosfera.

Protocolo com ICNF

Relativamente a estes três edifícios, Manuel Tibo referiu que os projetos de arquitetura já estão concluídos e que foram celebrados protocolos entre a Câmara Municipal e o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) para a cedência dos espaços.

Numa fase posterior, e consoante a disponibilidade financeira e o surgimento de eventuais novas oportunidades de financiamento, o município quer avançar com a recuperação de outras casas florestais. Para esses imóveis, também já existem ideias definidas quanto às futuras utilizações.

Apoio a caminheiros, peregrinos e associações locais

Segundo o autarca, a casa da Junceda poderá ser convertida num albergue destinado aos caminheiros do trilho GR50, funcionando igualmente como ponto de informação sobre o trilho da Silha dos Ursos. Já a casa da Costa Grande, localizada perto do santuário de São Bento da Porta Aberta, foi pensada para acolher e permitir o descanso dos peregrinos dos Caminhos de São Bento. A casa do Beiral, em Rio Caldo, deverá acolher a sede de coletividades locais, enquanto a casa da Portela do Homem está destinada a um centro interpretativo dedicado ao PNPG.

Saber mais

Respostas concretas
Manuel Tibo, presidente da Câmara Municipal de Terras de Bouro, explcia que "esta estratégia permite recuperar património, criar novas centralidades e dar respostas concretas às necessidades de quem visita o Parque Naciona".

Modelo de cogestão
O modelo de cogestão em vigor no PNPG permitiu que os municípios passassem a poder utilizar as casas florestais, propriedade do ICNF, desde que assegurem a reabilitação dos edifícios.

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Miguel Ângelo Carvalho

Miguel Ângelo Carvalho é especialista em materiais de construção e revestimentos cerâmicos, com mais de 15 anos de experiência no aconselhamento técnico para projetos residenciais e comerciais. Interessado em soluções duráveis, eficientes e esteticamente distintivas, acompanha de perto as tendências em tijolos, telhas, pavimentos e revestimentos para arquitetura e reabilitação.

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