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Avenida AEP será enterrada em Ramalde com túnel entre Ponte da Arrábida e nó de Francos

Engenheiro com capacete e colete reflete projeto urbano em tablet, equipa e construção em fundo citadino moderno.
Neste artigo
  1. Rede complementar
  2. Distrito Económico Empresarial deverá criar 35 mil postos de trabalho
  3. Saber mais

A Avenida AEP vai ser enterrada em Ramalde, estando previsto um novo túnel entre a zona da Ponte da Arrábida e o nó de Francos.

O Porto prepara uma transformação na circulação rodoviária, que passa pela criação de uma alternativa à VCI, por um túnel desde a Ponte da Arrábida até à área do nó de Francos e pelo enterramento da Avenida AEP, em Ramalde. As medidas foram divulgadas esta terça-feira, após a reunião entre o primeiro-ministro, Luís Montenegro, e os presidentes das câmaras municipais do Porto, Pedro Duarte, e de Lisboa, Carlos Moedas.

Ao JN, Pedro Duarte referiu que é prematuro indicar datas para o arranque das empreitadas, apontando essa previsão para depois de concluídos os estudos técnicos.

Ainda assim, o presidente da Câmara do Porto considera que esta terça-feira marcou "o pontapé de saída para avançar com os projetos, que permitirão libertar muito do trânsito" que diariamente congestiona a VCI. O autarca reconhece que a resposta poderá não eliminar todo o problema, mas antecipa que a futura Via de Cintura Externa permita devolver à VCI o seu carácter de via urbana.

A nova Via de Cintura Externa (VCE) funcionará como uma "ligação intermédia" entre a Via de Cintura Interna (VCI) e a CREP/A41, possibilitando a travessia da cidade. "Se perspetivarmos esta intervenção à luz da resolução do nó de Francos, poderemos estar na presença da maior transformação de trânsito, de capacidade de escoamento da área metropolitana e da cidade em particular", salientou Luís Montenegro.

"Hoje em dia, [a VCI] parece mais uma autoestrada, onde circulam muitos automóveis. Assim, ganhamos uma alternativa que permitirá desviar muito do trânsito. Isto, aliado a outras medidas, como a limitação da velocidade, poderá ter um impacto significativo", acrescentou o presidente da Câmara do Porto. Pedro Duarte anunciou ainda que, para resolver o congestionamento no nó de Francos, está previsto "um túnel que, depois da Ponte da Arrábida, irá desembocar na Avenida AEP".

"No fundo, resolveremos aquele problema que é o nó de Francos, considerado por muitos o caso mais complexo do país, do ponto de vista do congestionamento de trânsito atualmente", afirmou Pedro Duarte.

O enterramento da Avenida AEP, em Ramalde, junto à Zona Industrial, permitirá unir os dois lados hoje divididos por esta via e constituirá o ponto de partida para o novo Distrito Económico e Empresarial.

Rede complementar

As intervenções previstas para reforçar a mobilidade na cidade não se deverão esgotar nestas obras. Perante o facto de "há cada vez mais automóveis no Porto", a meta passa por contrariar esta evolução, através da expansão da rede de transportes públicos.

"A nossa ideia é termos um elétrico ligeiro, conhecido por tram, que faça a linha do Campo Alegre, prevista há muitos anos, mas que nunca avançou. Depois, uma outra linha, que chamamos de linha da Asprela, que ligará a Casa da Música, o Polo Universitário e o Estádio do Dragão", disse ao JN o presidente da Câmara do Porto. Esta solução deverá viabilizar uma ligação circular que abranja a cidade.

Distrito Económico Empresarial deverá criar 35 mil postos de trabalho

A intervenção prevista para a Avenida AEP permitirá ligar os dois lados separados por esta artéria e dar origem ao Distrito Económico e Empresarial do Porto. A "reorganização urbana" da Zona Industrial de Ramalde pretende criar 35 mil novos empregos e seis mil novas habitações destinadas à classe média. "A nossa intenção é enterrar a atual Avenida AEP para podermos ligar as duas margens daquela zona industrial e podermos criar um grande parque de habitação, de espaços empresariais, de serviços e espaço público para usufruto das comunidades, com espaços verdes, para a prática desportiva", acrescentou Pedro Duarte, presidente da Câmara do Porto, que sublinhou também a prioridade dada à mobilidade suave. De acordo com o autarca, outro propósito da requalificação é "trazer emprego qualificado de modo a atrair jovens para a cidade". Pedro Duarte acredita que o Porto "tem condições para ser um "hub" tecnológico".

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Moedas quer regras
Na reunião, Carlos Moedas, presidente da Câmara de Lisboa, defendeu maior regulamentação para a atividade de transporte TVDE e um "cuidado especial" com o transporte turístico, incluindo uma "regulação dos tuque-tuque".

Perigo das trotinetas
Moedas entende que devem ser implementadas medidas mais claras para as trotinetas. "Tem sido uma preocupação crescente a articulação entre os benefícios que estes transportes proporcionam com o seu enquadramento no normal funcionamento do trânsito rodoviário e pedonal", reconheceu.

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Miguel Ângelo Carvalho

Miguel Ângelo Carvalho é especialista em materiais de construção e revestimentos cerâmicos, com mais de 15 anos de experiência no aconselhamento técnico para projetos residenciais e comerciais. Interessado em soluções duráveis, eficientes e esteticamente distintivas, acompanha de perto as tendências em tijolos, telhas, pavimentos e revestimentos para arquitetura e reabilitação.

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