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Amir Abu Abara terá de plantar 38.700 plantas nativas após abater 600 árvores em Barden Ridge

Homem de colete refletor a plantar uma árvore numa área rural com diversas plantas e etiquetas verdes.
Neste artigo
  1. O que sucedeu às 600 árvores abatidas?
  2. Como seria a mansão prevista para o terreno?
  3. Porque terá de plantar quase 39.000 espécimes?
  4. Que outras sanções foram impostas ao promotor imobiliário?
  5. O que acontecerá agora à área desflorestada?

O promotor imobiliário Amir Abu Abara abateu centenas de árvores nativas em Barden Ridge, no sul de Sydney, para dar lugar a uma mansão de luxo. A operação foi realizada sem a autorização exigida numa zona ambientalmente sensível e resultou em multas, despesas judiciais e numa obrigação ainda mais extensa: restaurar o terreno com 38.700 espécimes de vegetação nativa.

O que sucedeu às 600 árvores abatidas?

Amir Abu Abara admitiu ter levado a cabo trabalhos sem autorização na propriedade de 7,4 hectares em Barden Ridge. Para além do abate de centenas de árvores, a intervenção incluiu a escavação de cerca de 6.000 metros cúbicos de solo, transformando uma área que antes estava coberta por vegetação nativa.

O terreno integra um corredor de fauna que faz ligação ao Parque Nacional de Heathcote e ao rio Woronora. A zona é frequentada por espécies ameaçadas, incluindo coalas e o mocho-poderoso, uma grande coruja australiana considerada vulnerável em Nova Gales do Sul.

  • Foram abatidas cerca de 600 árvores durante os trabalhos;
  • Entre os exemplares afectados encontravam-se 16 árvores protegidas;
  • A área mantém uma ligação ecológica ao Parque Nacional de Heathcote;
  • A propriedade inclui habitat utilizado por espécies ameaçadas.

Como seria a mansão prevista para o terreno?

O projecto inicial contemplava uma mansão neoclássica avaliada em mais de 3 milhões de dólares australianos. A habitação teria seis quartos, oito casas de banho e vários equipamentos de lazer invulgares numa residência convencional.

Os espaços planeados incluíam:

  • Pista de bowling;
  • Campo de basquetebol interior;
  • Ginásio com sauna;
  • Cinema privado;
  • Piscina infinita;
  • Garagem subterrânea para seis veículos.

Porque terá de plantar quase 39.000 espécimes?

A ordem não obriga Amir Abu Abara a plantar 38.700 novas árvores. O plano de recuperação determina a instalação de 38.700 plantas nativas de várias tipologias, incluindo pelo menos 600 árvores, bem como outras espécies necessárias para tentar restabelecer a cobertura vegetal que existia antes da intervenção.

Que outras sanções foram impostas ao promotor imobiliário?

O acordo alcançado para pôr termo ao litígio judicial determinou o pagamento de 70 mil dólares australianos, a que se somaram 39 mil dólares australianos de custas judiciais. A empresa associada ao promotor imobiliário continuou igualmente responsável pela recuperação ambiental da propriedade.

O caso deu ainda origem a novas penalizações relacionadas com o cumprimento das medidas de recuperação. Entre as consequências registadas estão:

  • Pagamento de 70 mil dólares australianos no acordo;
  • Pagamento de 39 mil dólares australianos em custas judiciais;
  • Obrigação de executar o plano de restauro da vegetação;
  • Fiscalização, pelas autoridades locais, do cumprimento das medidas ambientais.

O que acontecerá agora à área desflorestada?

A posterior venda da propriedade não extinguiu o dever de a restaurar. O Sutherland Shire Council indicou que a responsabilidade permanece com a empresa de Amir Abu Abara, que terá de assegurar o acesso à propriedade e concretizar as plantações previstas no acordo. As autoridades poderão também aplicar novas medidas se a recuperação não for cumprida.

A recuperação de Barden Ridge vai muito além da simples substituição numérica das árvores abatidas. Pretende-se reconstruir a cobertura de plantas nativas, estabilizar o solo e recuperar parte do corredor ecológico ligado ao rio Woronora e ao Parque Nacional de Heathcote, num processo que poderá demorar anos até que a vegetação volte a cumprir funções semelhantes às que desempenhava antes da desflorestação.

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Miguel Ângelo Carvalho

Miguel Ângelo Carvalho é especialista em materiais de construção e revestimentos cerâmicos, com mais de 15 anos de experiência no aconselhamento técnico para projetos residenciais e comerciais. Interessado em soluções duráveis, eficientes e esteticamente distintivas, acompanha de perto as tendências em tijolos, telhas, pavimentos e revestimentos para arquitetura e reabilitação.

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