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Cratera na Rua de Joaquim Pinto de Lima preocupa moradores em Santa Maria da Feira

Homem observa cratera numa rua de bairro residencial vedada com barreira e fita de sinalização.
Neste artigo
  1. Cratera na Rua de Joaquim Pinto de Lima aumenta
  2. Sem acesso às casas
  3. Motivos do atraso

As cheias registadas no início do ano danificaram o pavimento e abriram uma cratera na Rua de Joaquim Pinto de Lima, em Santa Maria da Feira, levando ao encerramento da estrada junto à ponte existente no local. Passados seis meses, os residentes alertam para o agravamento dos estragos e manifestam preocupações com a segurança, enquanto a Câmara Municipal assegura que o concurso para a empreitada já se encontra em curso.

A tranquilidade que se sente neste segmento da via contrasta com a apreensão de quem ali vive. A circulação permanece cortada desde as cheias do início do ano, na sequência dos danos na ponte e da formação de uma cratera que, segundo os moradores, tem vindo a crescer.

Cratera na Rua de Joaquim Pinto de Lima aumenta

Mara Silva relembra o que aconteceu durante o período de cheias. "Isto foi entre fins de janeiro, inícios de fevereiro", recorda. De acordo com a residente, "a casa da vizinha ficou alagada com mais de um metro de altura e, após isso, começaram a aparecer aquelas fissuras nestes arruamentos laterais e na ponte".

A partir desse momento, afirma, a deterioração foi-se tornando cada vez mais visível. O marido, Eurico Neves, assegura que a abertura no pavimento não parou de aumentar. "De abril para cá, posso-lhe dizer que o buraco aumentou para o dobro", conta, sublinhando que "todo o piso envolvente já está também a dar sinais de ceder".

As preocupações dos residentes não se limitam aos transtornos provocados pelo encerramento da estrada. "O nosso receio é que este muro lateral possa cair, que aquele buraco possa aumentar e pode passar uma criança e cair", afirma o morador, indicando os muros de contenção situados junto à linha de água.

Sem acesso às casas

O corte da via também modificou a circulação nesta área residencial. Vários condutores entram na rua sem perceberem que esta se encontra interrompida, sendo depois obrigados a inverter a marcha. "Todos os dias entram aqui viaturas", diz Eurico Neves, defendendo que o acréscimo de trânsito e de manobras ajuda a acelerar a degradação do piso.

Os moradores denunciam igualmente situações de incumprimento da sinalização por parte de alguns automobilistas, o que dificulta a circulação e, por vezes, acaba por bloquear as entradas das habitações.

Apesar dos contactos que afirmam ter estabelecido com as entidades responsáveis, o casal considera que a solução definitiva continua a demorar. Mara Silva aponta críticas às ações realizadas até ao momento. "Vêm, identificam, acrescentam mais um metro, menos um metro, põem fitas, mas resolver o problema, não."

Receio quanto à intervenção na ponte

Outra preocupação está relacionada com a dimensão da futura empreitada. Os residentes referem ter sido informados de que há vários anos existe um projeto para requalificar a ponte, mas temem que a obra não venha a resolver todas as fragilidades identificadas. Conforme explicam, os muros laterais e as margens da ribeira revelam sinais de instabilidade, receando que as casas continuem expostas perante novas cheias.

Questionada pelo JN, a Câmara Municipal de Santa Maria da Feira afirma ter atuado "assim que foram identificadas patologias no tabuleiro da passagem hidráulica e nos muros de suporte", avançando com o procedimento necessário para substituir a infraestrutura. A autarquia indica que a análise técnica determinou a necessidade de "substituir a infraestrutura e de intervir nas margens da ribeira imediatamente a montante e a jusante".

Motivos do atraso

O município justifica o atraso da intervenção com a necessidade de cumprir "vários procedimentos técnicos, ambientais e administrativos", entre os quais a obtenção de autorização da Agência Portuguesa do Ambiente. Terminada essa etapa, foi desenvolvido o projeto de execução e lançado o concurso público para a empreitada, com um valor-base de 138 850 euros.

A Câmara salienta ainda que os trabalhos incluirão "a substituição da atual passagem hidráulica, a reconstrução da plataforma rodoviária, que passará a dispor de duas faixas de rodagem, de passeio num dos lados, e a consolidação das margens da ribeira imediatamente a montante e a jusante da infraestrutura".

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Miguel Ângelo Carvalho

Miguel Ângelo Carvalho é especialista em materiais de construção e revestimentos cerâmicos, com mais de 15 anos de experiência no aconselhamento técnico para projetos residenciais e comerciais. Interessado em soluções duráveis, eficientes e esteticamente distintivas, acompanha de perto as tendências em tijolos, telhas, pavimentos e revestimentos para arquitetura e reabilitação.

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