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Microcimento: a alternativa aos azulejos e pastilhas na remodelação

Braço estendido de pessoa a tocar parede interior clara, com utensílios e toalhas numa bancada de madeira.
Neste artigo
  1. Porque é que o microcimento está a substituir azulejos e pastilhas?
  2. De que forma a superfície contínua simplifica a limpeza?
  3. É possível aplicar o revestimento sobre azulejos antigos?
  4. Porque é indispensável recorrer a mão de obra especializada?
  5. O microcimento permite realmente poupar numa remodelação?

O microcimento tem vindo a conquistar espaço em casas de banho, cozinhas e lavandarias, por criar uma superfície contínua sem as linhas de juntas onde se acumulam humidade, lodo e manchas escuras. Como pode ser aplicado sobre alguns pavimentos e azulejos já existentes, este revestimento permite ainda reduzir demolições, resíduos de obra e a perda de área durante a remodelação.

Porque é que o microcimento está a substituir azulejos e pastilhas?

Os azulejos e as pastilhas requerem juntas entre as peças, e estes pequenos espaços tendem a acumular restos de sabão, gordura e humidade. Ao revestir a zona com um número reduzido de uniões visíveis, o microcimento proporciona um acabamento homogéneo em paredes, pavimentos, bancadas e zonas de duche.

Este material é composto por uma base cimentícia de reduzida espessura, complementada com resinas, pigmentos e várias camadas de protecção. O cimento actua como ligante e ganha resistência ao reagir com a água, mas o desempenho final do revestimento resulta do sistema completo aplicado, e não apenas deste elemento.

  • Diminui o número de juntas visíveis;
  • Pode ser utilizado em pavimentos, paredes e bancadas;
  • Proporciona um acabamento contínuo em diferentes tonalidades;
  • Simplifica a limpeza de áreas sujeitas a salpicos;
  • Evita o recorte de peças pequenas junto de nichos e cantos.

De que forma a superfície contínua simplifica a limpeza?

Sem uma malha de juntas distribuída por toda a divisão, a limpeza pode ser realizada com um pano macio, água e um produto neutro adequado ao acabamento. Assim, deixa de ser necessário esfregar frequentemente cada junta, embora os cantos, os ralos e as ligações com loiças sanitárias continuem a exigir limpeza para evitar a acumulação de humidade.

É possível aplicar o revestimento sobre azulejos antigos?

Em muitos projectos, o microcimento pode ser aplicado directamente sobre cerâmica ou grés porcelânico, desde que as peças estejam bem fixas, niveladas, limpas e sem infiltrações. As juntas são previamente regularizadas, enquanto a base recebe produtos de aderência e reforço antes da aplicação das camadas de acabamento.

Esta solução dispensa a remoção integral do revestimento anterior e reduz a quantidade de resíduos transportados para fora da obra. Uma vez que as camadas são finas, a alteração da cota do pavimento e das dimensões da divisão é também reduzida; ainda assim, portas, ralos e desníveis devem ser avaliados antes de começar o trabalho.

  • Confirmar se existem peças soltas ou ocas;
  • Reparar fissuras e infiltrações antes da aplicação;
  • Remover gordura, pó e resíduos da superfície;
  • Regularizar as linhas do revestimento existente;
  • Verificar a altura de portas, rodapés e ralos;
  • Cumprir o tempo de secagem entre cada camada.

Porque é indispensável recorrer a mão de obra especializada?

A resistência à água está dependente da preparação da base, da impermeabilização indicada para cada local e da correcta aplicação dos selantes. Erros na espessura, fissuras ou zonas sem protecção podem deixar a humidade penetrar. Por esse motivo, os espaços húmidos requerem um profissional qualificado e um sistema compatível com duches, pavimentos e paredes expostos à água, tal como acontece em projectos que recorrem a novas soluções para a zona de banho.

O microcimento permite realmente poupar numa remodelação?

A poupança verifica-se sobretudo quando é possível manter o revestimento anterior. Menos demolição traduz-se em menos contentores, menor transporte de resíduos, menos argamassa para reassentar peças e menos dias dedicados a partir pavimentos e paredes. Ainda assim, o orçamento deverá contemplar a preparação, a impermeabilização, o acabamento e a mão de obra especializada.

O revestimento contínuo não torna os azulejos e as pastilhas desadequados para todos os projectos, mas representa uma alternativa para quem pretende menos juntas e uma remodelação com reduzida intervenção na estrutura existente. Quando a base é estável e a selagem é correctamente executada, o microcimento reúne baixa espessura, limpeza mais simples e um acabamento uniforme em zonas expostas à humidade.

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Miguel Ângelo Carvalho

Miguel Ângelo Carvalho é especialista em materiais de construção e revestimentos cerâmicos, com mais de 15 anos de experiência no aconselhamento técnico para projetos residenciais e comerciais. Interessado em soluções duráveis, eficientes e esteticamente distintivas, acompanha de perto as tendências em tijolos, telhas, pavimentos e revestimentos para arquitetura e reabilitação.

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