A Câmara do Porto pretende retomar o projeto da Linha do Campo Alegre. Embora este traçado tenha ficado excluído da expansão do metro, Hugo Beirão afirma agora que a sua concretização segue no "bom caminho" e acredita que "será uma realidade". O percurso integra o Plano de Mobilidade Urbana Sustentável, tal como a linha circular que fará a ligação entre a Casa da Música e a Asprela.
Segundo o Executivo liderado por Pedro Duarte, "A tão desejada Linha do Campo Alegre, que no início do século fazia parte do plano para a rede, foi sendo esquecida, mas nós queremos trazê-la para cima da mesa da discussão e considero que estamos no bom caminho. É um tema que estamos a trabalhar com a Metro do Porto, dentro da sua expansão".
A área do Campo Alegre reúne vários fatores que explicam a elevada procura, começando pelos polos universitários. A população residente também ficaria mais bem servida com o reforço da oferta de transportes públicos.
"Será uma realidade"
O vereador garante estar empenhado na concretização do projeto e indica que, entre os pontos ainda por fechar, está a escolha do veículo a utilizar: "A Linha do Campo Alegre será, seguramente, um projeto a implementar e uma realidade. Depois, ver-se-á se funcionará com o metro tradicional, como temos neste momento na cidade, ou com um transporte mais ligeiro".
Já decorrem trabalhos preparatórios, e as decisões serão tomadas com base na informação recolhida. "Vamos ver o que é que os estudos nos transmitem (quanto ao tipo de veículo), mas será seguramente para avançarmos e fechar", reforça.
O autarca salienta a existência de estudos de pré-análise, desenvolvimento e traçados. Porém, falta materializar o projeto, sobretudo na vertente geotécnica. "Sendo uma possibilidade a integração na futura Avenida Nun" Álvares [ligará a Praça do Império à Avenida da Boavista]", admite, acrescentando que, existindo já um corredor definido para o Campo Alegre, "é preciso evoluir em termos de engenharia".
Estão atualmente em construção a Linha Rosa, entre S. Bento e a Casa da Música, cuja entrada em funcionamento está prevista para 2027, e a Linha Rubi, que ligará a Casa da Música a Santo Ovídio, em Gaia, através de uma nova ponte sobre o rio Douro entre Porto e Gaia. Para Hugo Beirão, a "Linha Rosa vai ajudar bastante a cidade", ajudando-a a respirar melhor, enquanto a "Linha Rubi será mais transformadora para todo o eixo". Apesar de prever a conclusão desta última apenas para "2029", o vereador sublinha que "criará o anel de rede que precisamos".
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Ponte Maria Pia
O possível aproveitamento da Ponte Maria Pia, anteriormente usada pelo caminho de ferro e atualmente sem utilização, permanece por decidir. "Há contactos com a Câmara de Gaia. É uma escultura da nossa paisagem. Há muitos prós e contras relativamente ao tipo de utilização que possa ter. Porventura, o futuro passará por ser uma plataforma pedonal. Há conversações, mas ainda não há decisões. Acima de tudo, aquilo que preocupa mais os decisores e terá que ser o foco principal, é percebermos a segurança da estrutura", que está sob a responsabilidade da Infraestruturas de Portugal.
Tecnologias
Recorrendo à tecnologia, a Câmara do Porto dispõe de "software" destinado a "fazer leituras e medições dos fluxos rodoviários, mas também para as ciclovias". Hugo Beirão considera que "é importante ter estes dados reais e concretos, para não se trabalhar sobre perceções".
Carmo
A Linha 18 do elétrico, entre o Passeio Alegre e o Carmo, foi reativada este mês. A circulação regressou após a conclusão das obras da Linha Rosa do metro na Cordoaria. Foram igualmente repostas as paragens de Parada Leitão, Hospital de Santo António e Carmo.






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