Muro de contenção do rio Ave estará concluído em outubro
A reconstrução do muro de contenção do rio Ave, localizado na Praça da República, em Vila do Conde, deverá estar terminada em outubro. A confirmação foi deixada pelo presidente da Câmara, Vítor Costa, numa recente visita à intervenção. A obra representa um investimento de 1,8 milhões de euros, esperando o autarca que a comparticipação estatal inicialmente fixada em 750 mil euros venha a ser reforçada.
As primeiras pedras do muro, com mais de cem anos, começaram a desprender-se em julho de 2020. Entre as pedras cresciam plantas, existiam fissuras de grandes dimensões e o próprio “paredão” apresentava inclinação. Perante o receio de um desabamento, o Município vedou o local. Embora a responsabilidade fosse da Docapesca, não houve qualquer intervenção. No final de 2022, a autarquia celebrou um protocolo com a Agência Portuguesa do Ambiente (APA): a Câmara ficou responsável pela elaboração do projeto, em colaboração com a Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, e pelo lançamento da empreitada, que seria acompanhada e cofinanciada pela APA.
Intervenção urgente na Praça da República
O concurso público foi aberto em julho de 2025, mas não recebeu propostas. No final desse ano, as intempéries e um inverno especialmente chuvoso agravaram a degradação do muro. Havia receio de uma rutura que pudesse levar ao galgamento do rio, à destruição do jardim e à chegada da água às habitações. Por isso, a autarquia optou pelo ajuste direto para uma obra “urgente e inadiável”.
“É uma obra complexa. É preciso fazer a contenção da praça, juntamente com a força e a corrente do rio e o facto da Praça da República ter mais de dois séculos. Este é um muro centenário”, salientou Vítor Costa. O presidente da Câmara explicou ainda que a proximidade da ponte sobre o rio Ave tornou a intervenção mais sensível, tendo sido necessário obter parecer favorável da Infraestruturas de Portugal.
No total, os trabalhos estão avaliados em 1,8 milhões de euros. A APA garantiu um apoio de 750 mil euros, através do Fundo Ambiental, mas Vítor Costa pretende que esta verba seja revista em função do investimento efetivamente realizado.
Os trabalhos decorrem desde março e dependem das marés, uma vez que boa parte do reforço das fundações é executada praticamente dentro de água. Foram instaladas 146 estacas, a uma profundidade média de 24 metros.
Está agora em curso a reabilitação da rede de águas pluviais e a construção do novo muro. Numa fase posterior, a estrutura será revestida com as pedras centenárias. À superfície será aplicado um pavimento em lajes de granito, seguindo uma solução semelhante à utilizada no acesso à pequena marina de recreio, mais à frente.
Numa segunda etapa, adiantou o edil, será recuperado o jardim, preservando a sua traça original, para integrar o roteiro da Associação Portuguesa dos Jardins Históricos.
Outros projetos
Parque de Jogos: ringue e parque infantil
Os campos de ténis do Parque de Jogos já estão concluídos. Os quatro courts, agora com as dimensões exigidas para competições oficiais, bem como todas as acessibilidades, tiveram um custo de 460 mil euros. Em breve arrancará a intervenção no ringue, que receberá relvado sintético, seguindo-se a obra do parque infantil. O investimento adicional será de 500 mil euros. Tudo deverá ficar concluído em outubro.
2,6 milhões para renovar a escola de Modivas
Da antiga EB1 de Igreja, em Modivas, apenas se manteve a estrutura. Desde setembro, os 60 alunos frequentam instalações provisórias. A nova escola incluirá quatro salas para o 1.º ciclo, duas salas de pré-escolar, espaço polivalente, biblioteca, refeitório, salas de trabalho, dois parques infantis, um pequeno ringue, horta pedagógica, recreio e dois espaços cobertos. A conclusão está prevista para fevereiro de 2027.






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